sábado, 23 de janeiro de 2010

EQUADOR

Poucos kms ao norte de Mancôra está a fronteira com o Equador. Seguimos pela Ruta Panamericana até El Triunfo e nos dirigimos a Guayaquil, maior cidade do país.

Seguindo pela Ruta Costeira chegamos há Ruta del Sol, sendo certo que a grande maioria das estradas do país estão em obras, seguramente uma grande melhoria para o país, contudo o mesmo sofre com problemas mais drásticos, como a falta de escolas e hospitais.

Por todos os lados estão propagandas do atual governo dito esquerdista, mas com um slogan que deixaria o Sr. Maluf com inveja, pois aqui “La revolucion hacemos com obras”.

Com uma paisagem muito tropical e plantações de bananas por todos os lados o Equador se mostra um país muito charmoso, especialmente pelas praias, que além de procuradas por surfistas atraem turistas de toda parte do mundo para desfrutar a água caliente no Oceano Pacífico.

Durante a festa de ano novo todas as praias da Ruta del Sol estão cheias, seguramente Montañita é o principal paradeiro mas outras praias também se destacam pela festa, como Puerto Lopez e Manta.

Todas as estradas levam a Quito. Optamos por seguir de Manta a San Domingo e subir a cordilheira. Uma estrada linda e um tanto perigosa, sendo praticamente inviável durante a noite, mas que também se encontra em fase de duplicação da pista.

A capital, Quito, está localizada na linha do Equador e a dois mil e oitocentos metros de altitude, com apenas um milhão e meio de habitantes. O país passa por um racionamento de energia, o que gera protestos diários junto ao Palácio Presidencial.

Apesar de simpática, a capital apresenta uma incrível falta de infra-estrutura, mas ao mesmo tempo é patrimônio cultural da humanidade, valendo a viagem não apenas pelos museus e teatros, mas também pela linda vista de montes nevados em meio a Cordilheira.




quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

LIMA E LITORAL NORTE PERUANO

Pela Ruta Panamericana é possível ir de Nazca ao Equador, passando por Lima e pelo litoral norte peruano. A estrada está em boas condições por todo o trajeto, talvez por conta do alto valor dos pedágios cobrados ao longo do caminho.


A capital do país possuí os mesmos problemas das grandes cidades, como tráfego intenso, estadias caras e uma diferença social nítida. Com mais de oito milhões e meio de habitantes e banhada pelo Oceano Pacífico a cosmopolita cidade possuí gigantes aranhas céus em contraste com a pobreza da periferia. Ainda assim os passeios culturais são bastante agradáveis.

No caminho ao Equador é possível relaxar ao longo das belíssimas praias peruanas, onde o surf é a atração preferida. Apesar da água fria de quase todo o litoral muitos turistas buscam as perfeitas ondas.





Deve-se dar destaque a cidade de Trujillo e as praias que a rodeiam, como Huanchaco, pequeno pueblo localizado a trinta km da segunda maior cidade do país. Mais ao norte, a menos de cento e setenta km da fronteira com o Equador, está Mancora, um pueblo encantador onde o kitesurf e o surf são extramente praticados. Com ondas grandes e mar de água quente Mancora conta também com uma vida noturna bastante agitada durante o verão.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

LINHAS DE NAZCA

Saindo de Cusco a estrada que segue à Nazca se encontra em boas condições, contudo o caminho é muito sinuoso, o que leva uma viagem de seiscentos e sessenta km demorar em torno de doze horas.

Nazca é uma cidade de aproximadamente trinta mil habitantes, situada em uma zona árida da Republica Peruana, porém conta com um sistema de irrigação criado pelos pré-incas e um dos mais modernos existentes.

A economia da cidade é basicamente voltada para o turismo, pois apenas sete km da praça de armas estão às misteriosas linhas de Nazca, desenhos na terra que datam de mais de dois mil anos, cuja origem, forma e finalidade são desconhecidas.

Nitidamente visível a bordo de uma aeronave, cujo aluguel custa em torno de cinqüenta dólares, as linhas são principal atrativo da cidade.

Existem algumas teorias que tentam explicar a existência dessas linhas, como a sua criação por seres extraterrestres, utilizados como calendários por póvos pré-incas, pura demonstração de arte e sabedoria (de um povo que tinha até complexos sistemas de aquedutos e técnicas agrícolas) ou então culto aos deuses.

De qualquer maneira é uma experiencia interessante para quem explora o altiplano peruano.